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terça-feira, fevereiro 2

Eu não sou perfeita, longe disso, sou totalmente o oposto da perfeição, não faço linha mulher maravilha, aliás esse personagem é cômico! Faz me rir!!!






Hoje eu estou rindo à toa. Engana-se quem pensa que é por estar absolutamente feliz, a felicidade vai e vem. Simples assim. Se eu sorrio é para disfarçar a minha surpresa. De repente ficou tudo tão esquisito. Hoje ele disse que me perdoa. Mas quem pediu para ser perdoado? Só pode ser piada. Não pretendo posar de vítima, mas estou longe, bem longe, de ter que carregar essa culpa. Hoje ele perguntou o que aconteceu, o que eu fiz ou deixei de fazer. Acho que ele pensa que eu o enganei o tempo todo e onde foram parar meus argumentos quando preciso me defender? Sumiram, estou sozinha. As minhas poucas palavras contra as dele. A minha consciência tranqüila. Hoje eu não quero entender ou ser compreendida. Não quero ser triste nem feliz. Nem condenada nem inocente. Hoje eu só quero ver a vida passar.

segunda-feira, fevereiro 1

‘Eu gosto de você. Eu fico assustado cada vez que eu vou te encontrar. Quando eu me aproximo, eu não sei o que fazer com as mãos, com os olhos. Eu não sei o que fazer. Como proceder. Você por perto é como se um prédio estivesse pegando fogo e eu estivesse solto pelos corredores. Eu admiro a sua inteligência. Compreendo ou pelo menos, tento compreender o teu ponto-de-vista. Para que eu não o desrespeite. Para que eu não avance sobre ele com as minhas idéias velhas sobre o mundo. Eu acho você atraente. E morro de medo que todo mundo descubra isso porque se eu já não tenho chance agora, imagine quando a população carioca te descobrir? Adoro o teu humor. A rapidez do teu raciocínio. Adoro a simplicidade do layout do seu blog. O som da sua voz que já vem junto com um sorriso. Adoro a amiga que é tão sua e que você já me entregou de presente. Gosto do carinho e da forma atenciosa como nos encaramos. E dos silêncios que no ínício incomodavam e hoje em dia, descortinam.’
Pelo bem e pelo mal, tudo se move.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
Quem me dera escrever como gente grande
palavras rebuscadas, frases de impacto, começo, meio e fim.
Enquanto não cresço, fico nas cartas de amor.
Todas as cartas de amor são ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso cartas de amor ridículas.
Afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor,
É que são ridículas.